Fui criado nas periferias do Distrito Federal, onde me formei em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Brasília. Depois de experiências em publicidade no setor público e privado, mudei-me para São Paulo em 2009 em busca de uma prática mais engajada.
Em 2010, na Casa da Cultura Digital, vivi o surgimento de movimentos que marcaram a política cultural e digital da década seguinte, colaborando em iniciativas como o Fórum da Cultura Digital Brasileira e o Festival Baixo Centro. Nesse período, também concluí uma especialização em Cinema, Vídeo e Fotografia e iniciei minha experiência como professor nos cursos de Produção Multimídia e Audiovisual na Escola Técnica Roberto Marinho.
Em 2012, viajei com o Ônibus Hacker até o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde fui convidado a integrar a equipe do Observatório de Favelas. Durante quatro anos coordenei projetos de cultura, juventude e tecnologia em mais de dez favelas cariocas. Entre 2013 e 2015, realizei um mestrado em Cultura e Territorialidades na Universidade Federal Fluminense, articulando pesquisa acadêmica e atuação de jovens ativistas em territórios populares.
No Conjunto de Favelas da Maré, em 2016, fundei o data_labe, laboratório de dados, pesquisa e educação sobre favelas e periferias. Até 2025 fui diretor executivo da organização, coordenando pesquisas, campanhas e projetos, como o premiado Cocôzap. Através do data_labe desenvolvi estratégias de financiamento e captação de recursos, assim como metodologias de pesquisa e formação, além da articulação de redes e coletivos.
Defendi minha tese de doutorado em Gestão Urbana na PUCPR em 2025, onde investigo a centralidade das periferias na era da colonialidade dos dados. Lá também ajudei a fundar o grupo de pesquisa Jararaca. Nos últimos anos, falei sobre ativismo de dados, tecnopolíticas, cultura e desenvolvimento em muitas conferências e eventos, dando palestras e participando de debates em países da Europa, África e América Latina. Também fui pesquisador visitante no Weizenbaum Institut na Alemanha (2022) e no Harman Writer-in-Residence Program da City University of New York (2022), além de fellow do programa Emerging Media Leaders do International Center for Journalists (2023).
Entre o ativismo e a universidade, sigo apostando que das periferias emergem conhecimentos capazes de redefinir ciência, tecnologia e cidade.
Se você precisar de um currículo completo, minibio ou fotos de perfil, aqui está.
Gilberto Vieira
contato@gilbertovieira.me