Academia

Grupos de pesquisa

Jararaca

Grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUCPR, o Jararaca – Laboratório de Tecnopolíticas Urbanas investiga as relações entre tecnologia, poder e produção do espaço urbano. Reunindo pesquisadores de diferentes áreas, o laboratório desenvolve estudos sobre dados, plataformas digitais, inteligência artificial, participação cidadã e governança urbana, com especial atenção às desigualdades sociais e territoriais. Suas atividades articulam pesquisa, ensino e extensão, buscando compreender criticamente os impactos das transformações tecnológicas nas cidades e contribuir para a construção de alternativas mais democráticas, inclusivas e socialmente justas.

Saiba mais

LaDA

Grupo de pesquisa certificado pelo CNPq, o Laboratório de Design e Antropologia (LaDA) investiga as possibilidades teórico-metodológicas de conjugação dos modos de produção de conhecimento próprios ao design e à antropologia, ambos entendidos como ciências sociais. Compondo a Research Network for Design Anthropology, rede internacional que reúne pesquisadores na área de design anthropology, o LaDA se insere no emergente campo do conhecimento que se configura em meio ao espaço transdisciplinar entre as duas áreas, antropologia e design.

Saiba mais

Cursos

Território, lutas sociais e ecologia política

ESDI/UERJ, 2026/01
Disciplina oferecida em parceria com Zoy Anastassakis e Barbara Szaniecki no Programa de Pós-Graduação em Design da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ESDI/UERJ). O curso explora as relações entre design, política e produção dos territórios, problematizando modelos hegemônicos de desenvolvimento urbano e discutindo alternativas formuladas a partir de perspectivas decoloniais, ecológicas e mais que humanas. Combinando ensino, pesquisa e extensão, a disciplina articula abordagens de design antropológico, codesign, correspondência e design participativo para enfrentar desafios contemporâneos relacionados a cidade, periferias, ambiente e justiça social. Vinculada às atividades do Laboratório de Design e Antropologia (LaDA), a disciplina promoveu o trabalho conjunto entre estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e parceiros territoriais, desenvolvendo projetos situados voltados à construção coletiva de conhecimentos e à experimentação de outras formas de habitar, projetar e transformar o mundo.

Caracterização de territórios de vulnerabilidade social

INSPER, 2026/1
Disciplina oferecida no curso de pós-graduação em Urbanismo Social. O curso aborda criticamente os processos de caracterização de territórios de vulnerabilidade social e seu papel na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas urbanas. A partir do conceito de território usado, analisa disputas em torno da definição de vulnerabilidade, dos indicadores e das fontes de dados que orientam a ação do Estado em favelas e periferias. A disciplina discute a transição do paradigma da carência para abordagens baseadas em potências territoriais, participação popular e saberes situados. Articula fundamentos teóricos, críticas à colonialidade dos dados e análise de experiências concretas de urbanismo social. Como atividade final, os estudantes elaboram coletivamente uma proposta de caracterização territorial orientada à garantia de direitos.

Letramento de dados para educadores

FIRJAN, 2024 – 2025
Curso voltado a professores do ensino fundamental II e do ensino médio. A formação busca capacitar educadores a compreender criticamente o papel dos dados na sociedade contemporânea e a incorporar o letramento de dados em suas práticas pedagógicas. Ao longo das 20 horas de atividades presenciais e assíncronas, o curso aborda temas como colonialismo digital, algoritmos, vigilância, desinformação e geração cidadã de dados, incentivando metodologias criativas e situadas que aproximam escola e comunidade.

Dados, Ativismo e Desenvolvimento Urbano

INSPER, 2025

Curso voltado a gestores públicos e privados, pesquisadores, lideranças comunitárias e coletivos sociais. O programa explora criticamente a produção e o uso de dados nas cidades, com foco nas desigualdades do Sul Global e nas iniciativas de ativismo de dados em favelas e periferias. Ao longo das 24 horas de formação, os participantes articularam teoria e prática para compreender a dataficação da vida, discutir justiça de dados e desenvolver protótipos coletivos de Geração Cidadã de Dados como estratégias para políticas públicas mais inclusivas.

 

Saiba mais sobre o curso

Projetos de pesquisa

Tecnopolíticas urbanas, ativismo digital e a formação de um urbanismo do sul

Este projeto se insere no âmbito de continuidade das pesquisas realizadas desde 2012 sobre temas que começaram a ser estudados sob a conceituação de uma cidade ampliada (Firmino, 2010), com manifestação territorial no cruzamento de várias redes e arranjos tecnopolíticos urbanos. Neste sentido, estudar ativismos digitais periféricos em sintonia com a construção de um campo teórico sobre urbanismos do sul demonstra uma preocupação específica de compreensão de mais uma das várias facetas das complexas relações entre tecnologia, espaço urbano e sociedade. Tenho proposto estudar estes elementos sob a tutela do que chamo programa de pesquisa, que tem pautado meus projetos de produtividade sob o título geral a cidade ampliada: aspectos sociais, culturais e espaciais no desenvolvimento urbano-tecnológico da cidade contemporânea. A presente proposta, como as demais, propõe um foco de estudos específico relacionado a questões da territorialização de dados, corpos e narrativas periféricas/subalternizadas por meio do encontro entre o ativismo urbano situado e o uso de tecnologias digitais, no que pode ser chamado de intervenções situadas (Luque-Ayala et al., 2021).

 

Coordenação: Rodrigo Firmino

Orientações